Aqui tudo que reluz é ouro!

Localizada na Praça do Cruzeiro, a linda Igreja da Ordem 1ª de São Francisco foi erguida em arenito lavrado entre os anos de 1708 e 1720. As obras internas iniciaram em 1723 e as torres foram concluídas entre 1796-1797. A ornamentação interna demorou quase 40 anos para ser concluída.

É notável a beleza arquitetônica desta igreja que se faz representar nos calcários multicoloridos, nos mármores brancos e em tons acinzentados e nos arenitos das portadas e fachada. Porém, é inegável que o ouro é exemplar da geodiversidade que mais se destaca e prende a atenção de quem entra na igreja. Centenas de quilos de ouro (não existe na literatura a quantidade exata, divulgam-se 800 kg) enchem de brilho os altares da igreja mais rica do país.

Você sabia que a origem do ouro está associada a explosões de Supernovas? Na natureza ocorre como elemento nativo, em veios e depósitos aluviais, comumente associado a outros metais como a prata, o cobre, e elementos do grupo da platina. Sua concentração média na crosta terrestre é de 0,0035g/ton e teores da ordem de 2-3 g/ton já são explotáveis.

A primeira grande descoberta de ouro no Brasil ocorreu em 1697, nos sertões de Taubaté e levou a uma explosão demográfica no país. No século XVIII a exploração ocorria basicamente em aluviões, produzindo-se cerca de mil toneladas de ouro e em sua maior parte foi remetido a Portugal. Na Bahia a história de exploração do metal remonta ao início do século XVIII com a descoberta do metal em Jacobina e em Rio de Contas.

Essa riqueza econômica representada através do ouro marcou a história do Brasil entre os anos de 1700 e 1850 sendo este período denominado de Ciclo do Ouro, quando o país se tornou o maior produtor no mundo.



Além do Lioz, exemplar clássico da geodiversidade lusitana no Pelourinho, há também outra rocha ornamental a Brecha da Arrábida que se faz notar em duas pias de água benta presente de Dom João V à irmandade franciscana, essas pias ficam junto às colunas do Coro feitas em arenito.

A Brecha da Arrábida é uma rocha sedimentar do tipo conglomerado brechóide, de suporte granular, com clastos carbonatados de diversas cores, envoltos num cimento carbonatado-ferruginoso formada na Bacia Lusitana, extraída da região da Arrábida. Os clastos são heterogêneos, possuem formas angulosas e redondas e tamanhos variados e são mal calibrados, indicando pouco transporte. Rocha com características estéticas muito próprias e apreciadas ao longo da História, desde o período romano na região de Setúbal até o ano de 1973 quando foi proposta a criação do Parque Natural da Arrábida.

Um dos mais extraordinários monumentos do barroco mundial, o templo de São Francisco tem também balaustres em jacarandá negro, pinturas ilusionistas, paredes revestidas com quase 55 mil azulejos portugueses retratam a vida de São Francisco de Assis. No claustro há 37 painéis de azulejos que retratam cenas pagãs e trazem epígrafes do poeta romano Horácio. No interior, repare nos altares, com entalhes dourados de influências barroca e rococó

Ficha turística

  • Ouro / Petrografia
  • Didático / Turístico
  • 20 min.
  • Sem flash
  • R$ 5,00 (dias sem missa)
  • Seg. – Sex (8:00 – 18:00h)
    Sábado (08:00 – 13:00h)
  • (71) 3321-6968
  • Ótima
  • Latitude: 12°58’28,84”S
    Longitude: 38°30’32,67’’W